Campo Limpo Paulista 53 anos: atendimento humanizado é marca da Saúde

19 Mar 2018

Ansiedade não falta quando chega o dia de receber a equipe multidisciplinar do programa 'Melhor em Casa', da Secretaria de Saúde, na residência do casal Fukuhara Narihiro e Fusako Fukuhara, no Vista Alegre. "Por conta da cadeira de rodas,  fica complicado ir até a Unidade Básica de Saúde. O atendimento melhorou a minha vida. Além disso, a equipe é perfeita", define Fukuhara, que está com lesões nas pernas e pés que precisam ser acompanhadas semanalmente.

Assim como o casal, Paulo Cesar Pereira da Silva recebe a equipe com frequência, já que tem autismo em grau elevado e não sai de casa. "A nossa vida é outra depois das visitas do 'Melhor em Casa'. Pude compreender mais sobre o estado do meu irmão. Além disso, como ele nunca havia passado por médicos, fizemos exames e descobrimos, inclusive, um problema na próstata", disse a irmã do paciente, Odete Pereira da Silva, que assumiu os cuidados com ele após o falecimento da mãe. "Ninguém da família sabia que ele era autista. Quando ele veio morar comigo, senti algo diferente. Pesquisei sobre e depois procurei ajuda. Agora tenho um suporte para cuidar dele", comenta.  

O carinho dos pacientes com a equipe e relatos positivos sobre o atendimento do programa em Campo Limpo Paulista são unanimidade por onde a equipe passa. E, nesse aniversário de 53 anos do município, a humanização da saúde é um dos temas que mais ganham destaque, com a reorganização de toda a rede, realizada pela gestão do prefeito Dr. Japim Andrade.

O grupo de atendimento do 'Melhor em Casa' conta com médica generalista, enfermeira, técnica de enfermagem, fisioterapeuta, assistente social e, esporadicamente, fonoaudióloga, nutricionista e profissionais da área de odontologia .

Atualmente, são 67 pacientes ativos, atendidos de acordo com a situação de saúde. "O serviço é dedicado a pessoas que apresentam dificuldades temporárias ou definitivas. A atenção domiciliar tem como foco proporcionar ao paciente o cuidado mais próximo da rotina da família, evitando locomoções desnecessárias e diminuindo o risco de infecções", explica Valdinéia Ribeiro Jardim, enfermeira assistencial, que ao lado da enfermeira responsável pelo programa, Cristiane Hurtado Ziviani, atende ao município. A equipe conta ainda com a auxiliar de enfermagem Maria Rodrigues de Lima, a fisioterapeuta Ana Caroline Gava e a técnica de enfermagem Claudia Regina Bento.

Ao lado de todo esse time, também está a médica boliviana Sudy Mariscal, que há quase quatro anos atende aos pacientes de Campo Limpo Paulista de casa em casa. "É muito importante chegar a onde outros médicos nunca chegaram. Além disso, o nosso contato próximo aos pacientes faz parte da humanização no atendimento."

MAIS - A Saúde como um todo tem passado por uma reestruturação, sempre com foco na humanização do atendimento. O Hospital de Clínicas, por exemplo, faz em média 10 mil atendimentos mensais, entre eles clínica geral, ortopedia, fonoaudiologia e oftalmologia com cirurgias de catarata e a remoção de pterígio (formação de uma pele branca nos olhos).

Outro grande passo saúde de Campo Limpo Paulista foi a nova maneira de trabalhar com os pacientes do Centro de Atenção Psicossocial, o CAPS, que une integração, socialização e convivência.

Além disso, após retomar os partos em janeiro de 2017, se tornou referência média e baixa complexidade para Campo Limpo Paulista e municípios como Jarinu, Várzea Paulista e Francisco Morato, com uma média de 100 nascimentos de bebês por mês. Já os atendimentos na área de obstétrica chegam a 450 por mês.

 

 

Assessoria de Imprensa

Departamento de Comunicação de Campo Limpo Paulista

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