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Luta Antimanicomial é tema de palestra do CAPS

17 Mai 2019

O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Campo Limpo Paulista realizou nesta sexta-feira (17) uma palestra do enfermeiro e professor da ETEC, Lázaro Alves de Holanda, marcando a Semana de Luta Antimanicomial.

Segundo ele, entre as principais questões relacionadas à Luta, além de recriminar e lembrar uma história repleta de fatos bárbaros durante as internações em manicômios, está o combate ao preconceito. "Um dos grandes pontos é libertar a sociedade da ignorância com relação aos pacientes. As pessoas olham apenas para o transtorno mental, ninguém observa o que essas pessoas têm para oferecer. É preciso ter uma nova visão."

O profissional pontuou ainda que pacientes com transtorno mental vivem, na maioria dos casos, marginalizados. "Os estigmas associados aos transtornos mentais são obstáculos. As famílias não querem cuidar do parente que tem esse problema. Precisamos reinserir essas pessoas na sociedade e no mercado do trabalho."

O vocabulário popular foi citado por Lázaro como um meio de disseminar preconceito, associando palavras do diagnóstico, como 'esquizofrênico' ou 'doente mental' a xingamentos.  "Isso tudo para segregar e ofender. É um mau uso das palavras."

De acordo com Lázaro, há um histórico marcado pela violência nos manicômios, que contavam inclusive com a venda de cadáveres para estudo em laboratórios de anatomia. "A Luta pelos direitos do paciente com doenças mentais começou na década de 1970 e até hoje não parou."

 Além de pacientes e munícipes, a palestra contou também com toda a equipe técnica da Secretaria de Saúde e do Centro de Atenção Psicossocial.

De acordo com a servidora do setor administrativo Francisca Maria Vasconcelos Moura, hoje o CAPS Campo Limpo Paulista atende diariamente cerca de 35 pacientes, sempre com o olhar de ressocialização, com grupos terapêuticos e oficinas. Entre os casos tratados estão esquizofrenia, transtornos mentais graves e psicose grave. "Focamos na humanização do atendimento", destacou a psicóloga do CAPS, Roberta Napoli.

       

Assessoria de Imprensa

Departamento de Comunicação de Campo Limpo Paulista

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